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Visita revela organização da Penitenciária de Caeté
Escrito por Ayke Ranyelle   
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Ontem, a equipe do VCnaNeT esteve visitando o Presídio de Caeté. Fomos recebidos pelo diretor geral Murilo Pereira da Silva, foi feito entrevistas com funcionários para saber sobre as condições dos detentos, a estrutura do prédio, dentre outras informações.

Ontem, a equipe do VCnaNeT esteve visitando o Presídio de Caeté. Fomos recebidos pelo diretor geral Murilo Pereira da Silva, foi feito entrevistas com funcionários para saber sobre as condições dos detentos, a estrutura do prédio, dentre outras informações.

 

O presídio é formado por 11 celas, e tem capacidade para agrupar 65 detentos. Neste presídio ficam detidos somente presos da Comarca de Caeté e região, onde os detidos são somente condenados provisoriamente. A maior dificuldade era o espaço da penitenciária, mais isso já está sendo resolvido, foram feitas reformas do pátio e construção de uma guarita tudo com apoio do Saae.

 

O estado é quem faz a doação de vestuário, kits de higiene pessoal e ate um colchão anti-chamas, tudo de 1ª qualidade. Segundo o diretor os maiores índices de criminalidade dentre os detentos são, o tráfico e a lei Maria da Penha.

 

Os detentos que chegam á penitenciária passam por uma triagem de 30 dias onde eles passam por laudos técnicos e médicos para que possam se adaptar ao presídio e assim possam ser inseridos junto aos outros detentos. Todos os detentos que chegam á penitenciária tem sua condicional assinada pelo próprio diretor Murilo Pereira da Silva entre o dia 1ª e 10º.

 

O trabalho feito na penitenciária visa a ressocialização e a humanização dos detentos, sendo dado a eles todo direito médico e odontológico que eles necessitam, apoiados pela Santa Casa, pelo P.S.F e pela Policlínica. Os detentos sobre tratamento médico ou que são atingidos por alguma doença são levados para Santa Casa ou até mesmo para Belo Horizonte.

 

Os detentos têm direito também á uma visita semanal, há duas relações intimas ao mês, há um banho de sol de 2h e meia três vezes por semana, onde praticam esportes, e há quatro refeições diárias nutricionais, onde os presos portadores de doenças como diabetes e colesterol, têm dietas que visam sua saúde. Na visita dos sábados, os detentos têm direito a almoçar com suas famílias desde que os mesmos levem alimentação segundo as regras nutricionais do estabelecimento. Eles ainda recebem um culto evangélico as segundas, quartas e quintas. Segundo o diretor, uma parceria já foi feita com a Igreja Católica e o Pe. Eduardo, responsável pela Matriz N. Senhora do Bom Sucesso, já vem capacitando leigos para compor a Pastoral Carcerária, para conduzir visitas aos detentos.

 

Além do Banho de Sol os presidiários mantêm amplos espaços de lazer, como a pratica do artesanato em geral, onde os presidiários produzem bonés, pulseiras e acessórios em geral.

Este projeto surgiu para diminuir a ansiedade dos detentos após a proibição do consumo do cigarro. Eles ainda possuem um aparelho televisivo em suas celas, e mantém uma horta, onde muitas de suas plantações são doadas para a Santa Casa e o Asilo. Os detentos ainda fizeram uma palestra sobre a importância da musica, há ate detentos que compõe músicas na própria penitenciária.

 

O presidiário tem vários projetos de ressocialização onde presos em regime semi-aberto tem a possibilidade de irem para a fazenda Curar, onde trabalham com produção de mel, cana-de- açúcar, pimenta, entre outros. Há ainda um projeto com a PENTEC onde os detentos recebem um emprego e são remunerados por ele. O maior problema para a ressocialização dos ex- detentos acabam sendo a estrutura familiar, que não conseguem manter o que os detentos aprendem na penitenciaria. Por está razão o retorno de presidiários é freqüente; há casos onde ex-detentos até pediram pra serem detidos novamente, por preferirem a vida dentro da penitenciária.

 

A segurança da penitenciária é mantida pelos coordenadores gerais, Roberto Eustáquio dos Santos e Wanderneison Siqueira. Apesar da estrutura frágil a segurança é bem aplicada. Os detentos são separados pelo crime cometido a celas direcionadas a condenados por estupro, tráfico, lei Maria da Penha e etc. Segundo o diretor, os presidiários mantém boa relação com a direção e os funcionários e para os negligentes, tem a CD (Condução Disciplinar) onde os detentos são julgados por sua disciplina. Todo mês também, eles recebem a visita do Promotor e da Juíza, onde o Promotor avalia a questão humanitária e a Juíza a questão técnica dos processos.

 

A equipe ainda é formada por duas assistentes sociais, Maria de Fátima e Lucielle dos Santos, dois técnicos em enfermagem, Alan Caetano e Luciene Vigário, a psicóloga, Waldirene Santos, e a técnico jurídica, Isabela Santiago.

 

O Diretor

 

Murilo Pereira da Silva, 47 anos, é natural de Belo Horizonte, começou sua carreira como agente de segurança da penitenciária José Maria Alckmin em 1989, depois trabalhou na Casa

Albergaria de Regime Aberto. Passou no concurso interno do COP (Comando de operações especiais), onde trabalhou como agente. Depois passou para a Secretaria de Defesa Social, como diretor de segurança, assunção e intervenção ficando por dois anos. Assumiu então o presídio que na qual passou a transferir cadeia publica á presídio.

 

Passou pelos presídios de Timóteo, Montes Claros, Teófilo Otoni, Frutal e Itabira, assumindo o presídio de Caeté, como diretor geral no dia 04 de dezembro de 2009, prestando consultoria quando necessário aos diretores dos presídios próximos. Segundo ele é constante entre os diretores prestarem ajuda uns aos outros.






Última atualização em Qua, 22 de Fevereiro de 2012 12:18
 

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